Câmara de Itanhandu mantém mandato de prefeito após denúncia de assédio contra adolescente

  • 18/08/2026
(Foto: Reprodução)
Câmara de Itanhandu abre comissão para investigar prefeito após denúncia de assédio contra adolescente Reprodução / Redes Sociais A Câmara Municipal de Itanhandu (MG) manteve o mandato do prefeito Paulo Henrique Pinto Monteiro (Pode) em julgamento político-administrativo por uma denúncia de assédio sexual contra um adolescente de 16 anos. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A votação foi realizada na sessão da Câmara, na noite de segunda-feira (17), após relatório final da investigação da Comissão Processante. Foram cinco votos a favor da condenação, um a menos do que o necessário para a cassação. Quatro vereadores votaram contra a punição. O prefeito respondeu a duas imputações: Artigo 4º, Inciso VIII - Praticar ato incompatível com a dignidade e o decoro do cargo. Artigo 4º, Inciso X - Omissão ou negligência na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município sujeitos à sua administração. Câmara de Itanhandu abre comissão para investigar prefeito após denúncia de assédio A Comissão Processante foi aberta em maio, após recebimento de denúncias de assédio sexual contra um adolescente de 16 anos. O processo foi apresentado pelo vereador Rivaldo de Freitas (PRD), com base em materiais e comunicações encaminhadas pelo Ministério Público. O documento apontava uma suposta conduta incompatível com o exercício do cargo, envolvendo um adolescente, o que poderia configurar infrações político-administrativas, como quebra de decoro e uso indevido das instalações da prefeitura. A Câmara Municipal de Itanhandu (MG) aprovou a abertura da CP por 7 votos a 1. A comissão foi presidida pelo vereador Vinícius Lamin (MDB), com Mário Cardoso Júnior (Avante) como relator e Luiz Fernando (União) como membro. A defesa do prefeito apontou falhas na formação e organização do processo administrativo, alegando que peças e documentos não teriam sido juntados a tempo pela comissão, bem como na condução das reuniões e oitivas. Alegou também que não havia provas suficientes de coação ou constrangimento sobre a adolescente para que fosse até a prefeitura, e que a perícia no celular da suposta vítima havia extraído trechos distintos de áudios que não tinham uma sequência confiável e estariam fora de contexto. Votaram a favor da cassação: Cleberson José Guimarães Gonçalves (PSDB) D`avid da Silva Inácio (PSDB) Elisson Meireles Lamin Jerônimo (PRD) - suplente do vereador Rivaldo de Freitas Luiz Fernando da Fonseca (União) Vinícius Lamin da Fonseca (MDB) Votaram contra a cassação: Éder de Almeida Pinto Benício (Podemos) - presidente da Câmara Ellison Filadelfo Lopes (PP) Mário Cardoso Junior (Avante) Pierre Caetano Ferreira (PSB) Prefeito é indiciado por crime de perseguição e é investigado pela Câmara Investigação da Polícia Civil Paralelamente à apuração no Legislativo, a Polícia Civil informou que concluiu um procedimento investigativo envolvendo um adolescente que tinha 16 anos na época em Itanhandu. Segundo a corporação, o caso teve início após o jovem procurar a delegacia acompanhado dos responsáveis legais, relatando contatos insistentes por aplicativo de mensagens, supostamente feitos pelo prefeito. Após a realização de oitivas e análise do material reunido, o prefeito foi indiciado com base no artigo 147 do Código Penal, que trata do crime de perseguição. O procedimento foi encaminhado à Justiça da Comarca de Itanhandu. A Polícia Civil destacou que, por envolver um adolescente, não divulga mais informações para preservar a vítima e o andamento do caso. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que, por envolver menor, o caso tramita em segredo de justiça e, conforme orientação da Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, para os processos indicados como sigilosos, não há autorização para repassar informações. A medida tem o objetivo de preservar as partes incluídas como vítimas, bem como as indiciadas em procedimentos investigatórios. O g1 procurou o prefeito Paulo Henrique Pinto Monteiro para que ele se manifeste sobre a denúncia e sobre a votação, e aguarda retorno. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/08/18/camara-de-itanhandu-mantem-mandato-de-prefeito-apos-denuncia-de-assedio-contra-adolescente.ghtml


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