Vereador de Uberaba é preso em nova fase de operação sobre funcionários fantasmas
01/09/2026
(Foto: Reprodução) Vereador Almir Silva, de Uberaba, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais
Câmara Municipal de Uberaba/Divulgação
O vereador de Uberaba, Almir Pereira da Silva (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira (1º) durante a segunda fase da Operação Caça-Fantasma, da Polícia Civil. De acordo com apuração da TV Integração, além da prisão temporária do parlamentar, outros 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
A movimentação de viaturas e policiais em frente ao anexo da Câmara Municipal, ainda nas primeiras horas do dia, chamou a atenção de quem passava pelo local. No prédio, os policiais apreenderam documentos e materiais, no gabinete do vereador, que serão encaminhados para perícia.
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Em junho, o vereador Almir e outros quatro investigados foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por um suposto esquema de nomeação e manutenção de assessores parlamentares fictícios na Câmara Municipal.
Ainda segundo a apuração da TV Integração, há suspeitas de que, mesmo após a denúncia e as investigações anteriores, o vereador tenha continuado praticando o mesmo crime.
A defesa do vereador informou à TV Integração que, no momento, não vai se manifestar.
Viaturas e policiais em frente à Câmara Municipal de Uberaba
David Carneiro/TV Integral
Em nota, a Polícia Civil informou que cumpriu mandados na manhã desta terça-feira mas, em razão do sigilo judicial, não poderá dar mais detalhes da investigação.
Em nota, a Câmara Municipal de Uberaba confirmou o cumprimento dos mandados, mas informou que "não recebeu informações oficiais suficientes sobre o conteúdo, as circunstâncias e os possíveis desdobramentos da operação".
O legislativo reforçou que, até o momento, não há decisão sobre o afastamento do vereador. Leia a nota na íntegra ao fim da reportagem.
Relembre as investigações envolvendo o vereador
Em julho de 2025, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do vereador e em outros endereços ligados aos investigados. Na ocasião, foram recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos como parte da apuração de supostos crimes contra a administração pública.
Meses depois, em fevereiro de 2026, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o vereador e outras 17 pessoas.
Segundo a investigação, o grupo teria atuado entre 2023 e 2024 em um esquema que causou prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos. Entre os investigados estavam empresários, servidores públicos e outras pessoas suspeitas de participação nas irregularidades.
Já em junho deste ano, o MPMG denunciou o vereador e outras quatro pessoas por suposta participação em um esquema de servidores fantasmas na Câmara Municipal de Uberaba.
Conforme a denúncia, assessores parlamentares eram nomeados formalmente, mas não exerciam as funções para as quais foram contratados. O MPMG também pediu o afastamento cautelar do parlamentar do cargo, mas foi negado.
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Segundo as investigações, o suposto esquema foi descoberto durante apurações da Polícia Civil que apontaram a contratação de assessores ligados a um empresário investigado.
A suspeita é de que os salários e benefícios pagos aos servidores fossem posteriormente desviados, causando prejuízo aos cofres públicos.
Nota da Câmara Municipal de Uberaba
"A Câmara Municipal de Uberaba informa que tomou conhecimento da operação policial realizada nesta terça-feira (1º), que tem entre os alvos o vereador Almir Silva.
A instituição confirma que mandados judiciais foram cumpridos, mas esclarece que, neste momento, não dispõe de informações oficiais suficientes para se manifestar sobre o conteúdo, os motivos ou eventuais desdobramentos da operação.
A Câmara Municipal ressalta que qualquer posicionamento institucional deverá ocorrer somente após o conhecimento formal dos fatos e, se for o caso, mediante eventual notificação oficial às autoridades competentes.
Em relação às especulações sobre um possível afastamento do vereador Almir Silva de suas funções parlamentares, a Câmara esclarece que, até o momento, não há decisão nesse sentido. Após o conhecimento dos fatos oficiais, a situação será analisada pela Mesa Diretora, em conjunto com os demais vereadores, observando-se a legislação e o Regimento Interno da Casa.
A Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando as informações oficiais das autoridades responsáveis pela investigação para quaisquer manifestações futuras."
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