VÍDEO: Pais raspam a cabeça em apoio à filha de 5 anos com leucemia rara em MG; família busca doador de medula óssea

  • 01/11/2026
(Foto: Reprodução)
Pais raspam a cabeça com filha de 5 anos com leucemia em MG O casal Rayssa de Souza e Lucas Eduardo raspou a cabeça para demonstrar apoio à filha, Maria Fernanda, de 5 anos, que enfrenta uma leucemia rara e agressiva. Moradora de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, a menina faz tratamento contra a doença desde agosto. Além do tratamento, a família busca um doador de medula óssea compatível para Maria Fernanda. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Maria Fernanda e os pais no dia em que todos rasparam os cabelos em Divinópolis Rayssa de Souza/Divulgação A decisão de raspar a cabeça ganhou um significado especial quando o momento se transformou em uma brincadeira em família. Rayssa, Lucas e Maria Fernanda brincaram de cabeleireiro na companhia dos irmãos da menina, Ravi e Luca, que também participaram. Durante a brincadeira, a criança sorriu e chegou a mexer no próprio cabelo enquanto os pais raspavam a cabeça. A mãe contou que a alegria da filha tornou o momento mais leve e deu forças para que ela também enfrentasse a doença. “Como minha menininha é forte… E a cada sorriso dela, eu encontrava ainda mais força para continuar”, afirmou. Para os pais, o gesto foi uma maneira de mostrar à criança que ela não precisa enfrentar o tratamento sozinha. “Se você passa por essa fase, nós passamos com você. Estaremos ao seu lado em cada passo”, afirmou Rayssa na publicação do vídeo. Ao g1, a mãe disse que o gesto foi uma forma de compartilhar simbolicamente as dificuldades enfrentadas pela filha. “Não queríamos que ela olhasse para si mesma e se sentisse diferente ou sozinha. Foi um gesto de amor, união e entrega. Para nós, os cabelos não eram importantes diante de tudo o que a nossa filha estava enfrentando”, afirmou. maria Fernanda e os psis durante tratamento da doença - Divinópolis Rayssa de Souza/Divulgação Diagnóstico após sintomas tratados como outras doenças A família começou a desconfiar de que havia algo errado quando Maria Fernanda apresentou sintomas inicialmente tratados como sinusite e pneumonia. Com a piora do quadro e a realização de exames mais detalhados, os médicos diagnosticaram a leucemia aguda indiferenciada. Segundo Rayssa, a filha também desenvolveu uma massa no mediastino, região localizada entre os pulmões. A estrutura comprimia a veia cava superior, que transporta o sangue da parte superior do corpo para o coração. A menina também apresentou derrame pleural, que é o acúmulo de líquido entre as membranas que revestem os pulmões. “Receber o diagnóstico de leucemia foi um dos momentos mais difíceis das nossas vidas. É uma notícia que nenhuma mãe está preparada para receber, principalmente quando se trata de uma criança tão pequena, que tem uma vida inteira pela frente”, disse. Quimioterapia e necessidade de transplante Maria Fernanda tem cinco anos e faz tratamento contra leucemia Rayssa de Souza/Divulgação Maria Fernanda segue o tratamento com quimioterapia, acompanhamento médico e exames periódicos. Segundo a mãe, há dias mais difíceis, devido aos efeitos do tratamento e ao medo de complicações. Em outros momentos, porém, a menina consegue brincar, sorrir e aproveitar atividades próprias da idade. A família procura um doador de medula óssea compatível para o transplante recomendado pela equipe médica. Segundo Rayssa, os familiares fizeram exames, mas nenhum apresentou compatibilidade suficiente para a doação. “Estamos mobilizando o maior número possível de pessoas para que se cadastrem como doadoras. Nossa esperança é encontrar alguém compatível com a Maria. Pode existir uma pessoa em algum lugar do Brasil ou até do mundo que tenha a possibilidade de ajudar a salvar a vida da nossa filha, e talvez essa pessoa ainda nem saiba da importância desse gesto”, afirmou. O transplante de medula óssea pode ser indicado em alguns casos de leucemia, dependendo do tipo da doença e da avaliação médica. Para verificar se um doador é compatível com o paciente, são feitos exames que analisam características genéticas chamadas antígenos leucocitários humanos (HLA). 🔎 O sistema HLA é o complexo principal de histocompatibilidade (MHC) nos seres humanos. Ele é codificado por um grupo de genes localizados no braço curto do cromossomo 6 e desempenha um papel central no funcionamento do sistema imunológico. Tratamento exige deslocamentos e afastamento do trabalho Rayssa de Souza e a filha Maria Fernanda em um dia de tratamento contra o câncer em BH Rayssa de Souza/Divulgação Desde o diagnóstico, a rotina da família passou a girar em torno do tratamento. Rayssa contou que ela e o marido estão afastados do trabalho para acompanhar a filha em consultas, exames, sessões de quimioterapia e internações. Outro desafio é o deslocamento até Belo Horizonte, onde Maria Fernanda faz o tratamento. A família precisa arcar com despesas de combustível, pedágios, estacionamento e alimentação, além de comprar medicamentos que nem sempre estão disponíveis para eles. “É uma luta que envolve não apenas o emocional, mas também o financeiro e toda a estrutura familiar. Mesmo nos dias em que estamos cansados ou com medo, encontramos forças na Maria, na nossa fé em Deus e no carinho das pessoas que estão caminhando conosco”, contou. Família quer ampliar conscientização sobre doação de medula A família decidiu compartilhar a história de Maria Fernanda nas redes sociais depois de descobrir que nenhum familiar tinha compatibilidade suficiente para doar medula óssea à menina. A iniciativa busca encontrar um doador compatível com Maria Fernanda e incentivar outras pessoas a se cadastrarem como doadoras de medula óssea. A família também pretende chamar a atenção para a importância da doação para pacientes que aguardam transplantes. “Nosso objetivo não é apenas encontrar um doador para a Maria, mas também fazer com que mais pessoas se cadastrem. Se, por meio da história da nossa filha, conseguirmos ajudar outras pessoas que também estão esperando por um transplante, tudo isso terá alcançado uma dimensão ainda maior”, disse Rayssa. A mãe conta que Maria Fernanda continua sendo uma criança cheia de personalidade e que, mesmo diante das dificuldades, ainda encontra motivos para sorrir. LEIA TAMBÉM: Como explicar o câncer aos filhos? Mãe transforma experiência em livro Papa Leão XIV ganha 'cafezin de Minas' de presente de padre brasileiro 'Meu maior desejo é ver a Maria curada' Para Rayssa, o maior sonho é ver a filha superar a doença e voltar a viver a infância com saúde. A mãe deseja acompanhar o crescimento de Maria Fernanda, vê-la estudar, realizar seus sonhos e aproveitar as experiências próprias da idade. “Quero poder olhar para trás e lembrar de tudo isso como uma fase difícil que conseguimos superar. Quero vê-la crescer, realizar seus sonhos e ter a oportunidade de viver muitos aniversários, descobrir o mundo e aproveitar cada etapa da vida”, afirmou. A mãe também deixou uma mensagem de apoio às famílias que enfrentam o câncer infantil e um apelo às pessoas que podem ajudar na busca por um doador. “A Maria é muito mais do que um diagnóstico. Ela é uma menina de cinco anos, cheia de vida, sonhos e vontade de viver. Nós continuamos lutando por ela, acreditando que vamos encontrar esse doador e confiando em Deus. O nosso maior sonho é que, um dia, possamos contar essa história com a alegria de dizer que a Maria venceu essa batalha.” Como se cadastrar para doar medula óssea Quem deseja se tornar doador voluntário de medula óssea pode procurar um hemocentro autorizado para se cadastrar no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Para se cadastrar, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e apresentar um documento oficial com foto. No hemocentro, o voluntário preenche um formulário e doa uma pequena amostra de sangue para a realização do exame de compatibilidade genética. Em Minas Gerais, o cadastro pode ser feito nas unidades da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas), incluindo o Hemonúcleo de Divinópolis. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas monsenhor Antônio Ordones Lemos morreu, em

FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/11/01/video-pais-raspam-a-cabeca-em-apoio-a-filha-de-5-anos-com-leucemia-rara-em-mg-familia-busca-doador-de-medula-ossea.ghtml


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